{"id":24034,"date":"2019-03-07T14:30:39","date_gmt":"2019-03-07T19:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/a-idade-remota-incrivel-real-do-egito-antigo\/"},"modified":"2023-01-10T15:07:42","modified_gmt":"2023-01-10T20:07:42","slug":"a-idade-remota-incrivel-real-do-egito-antigo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/a-idade-remota-incrivel-real-do-egito-antigo\/","title":{"rendered":"A Idade Remota Incr\u00edvel Real Do Egito Antigo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>A Idade Remota Incr\u00edvel Real Do Egito Antigo<\/strong><\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1.\u00a0<\/strong><strong>O Vale Do Amanhecer<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>O Egito \u00e9 (e era) uma das regi\u00f5es mais \u00e1ridas do mundo. Mais de 90% do Egito consiste em \u00e1rea de deserto. Apenas cerca de 5% do vasto pa\u00eds \u00e9 habitado, ao longo das margens do Nilo e suas ramifica\u00e7\u00f5es. Esse vale f\u00e9rtil do Nilo \u00e9 uma faixa de 11 \u2013 15 km [7 \u2013 9 milhas] de largura.<\/p>\n<p>O Nilo corre pelo Egito do sul para o norte. Isso porque o pa\u00eds declina em dire\u00e7\u00e3o ao Mar Mediterr\u00e2neo. Ao norte do Cairo, o Nilo se divide em v\u00e1rios afluentes que constituem o delta \u2013 um grande leque verde de paisagens f\u00e9rteis com cerca de 15.500 km2 [seis mil milhas quadradas] de \u00e1rea.<\/p>\n<p>O rio Nilo no Egito recebia (e continua a receber) 90% de sua \u00e1gua durante um per\u00edodo de inunda\u00e7\u00e3o de 100 dias todos os anos, conforme observado por Her\u00f3doto, em <em>Hist\u00f3ria <\/em>[2, 92], onde declara:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><strong>&#8230;<\/strong><\/em><strong><em>o Nilo come\u00e7a a encher no solst\u00edcio de Ver\u00e3o, prosseguindo gradativamente a cheia durante cem dias, e por que raz\u00e3o, enchendo por esse espa\u00e7o de tempo, ele se retrai, baixando de maneira not\u00e1vel e permanecendo pouco volumoso durante todo o Inverno, at\u00e9 o novo solst\u00edcio de Ver\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As \u00e1guas de inunda\u00e7\u00e3o do Nilo s\u00e3o resultado da esta\u00e7\u00e3o chuvosa na Eti\u00f3pia, que corr\u00f3i o sedimento das terras altas et\u00edopes e o leva para o Egito ao longo do Nilo Azul e outros afluentes. Nenhuma quantidade apreci\u00e1vel de \u00e1gua chega ao Egito atrav\u00e9s do Nilo Branco que come\u00e7a a na \u00c1frica Central. Nenhum sedimento \u00e9 carregado pelo Nilo Branco \u2013 a\u00ed o nome \u201cbranco\u201d, indicando clareza.<\/p>\n<p>A \u00e1gua lamacenta e corrente do Nilo Azul diminui conforme atinge Assu\u00e3o. Como resultado da desacelera\u00e7\u00e3o, o lodo da \u00e1gua em movimento se instala no fundo. Isso faz com que o leito do rio se eleve gradualmente de vez em quando; e o n\u00edvel da terra, que sempre acompanha o do rio, aumenta em graus variados de acordo com a dist\u00e2ncia rio abaixo e com a topografia da terra. Isso, por sua vez, faz com que o len\u00e7ol fre\u00e1tico fique mais alto conforme a superf\u00edcie da \u00e1gua aumenta com a eleva\u00e7\u00e3o do Vale do Nilo e suas terras circundantes.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, podemos ver que a eleva\u00e7\u00e3o do Vale do Nilo aumenta a cada ano como consequ\u00eancia das inunda\u00e7\u00f5es anuais durante o ver\u00e3o. Essas acumula\u00e7\u00f5es aumentam pouco a pouco ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Ao chegar a Assu\u00e3o, a \u00e1gua do Nilo come\u00e7a seu movimento lento, o que provoca a deposi\u00e7\u00e3o de lodo. Para controlar as \u00e1guas de inunda\u00e7\u00e3o em Assu\u00e3o, foi constru\u00edda a Antiga Barragem de Assu\u00e3o s\u00e9culos atr\u00e1s. Por causa da cont\u00ednua sedimenta\u00e7\u00e3o, foi necess\u00e1rio aumentar frequentemente a altura da barragem de tantas em tantas d\u00e9cadas. [Ver fotografias no Ap\u00eandice A.]<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_4810-300x200.jpg\" alt=\"IMG_4810\" \/><\/p>\n<p>Em Esna (por exemplo), o Nilo, que deposita anualmente seu insignificante \u00bc de polegada de sedimento, foi capaz de, ao longo de dois mil\u00eanios, enterrar o templo de Esna, com a cidade moderna de Esna estando agora assentada mais alta do que o cume do templo. [Ver fotografias no Ap\u00eandice A.]<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_5766-300x199.jpg\" \/><\/p>\n<p>Este templo que vemos aqui foi constru\u00eddo em cima de templos anteriores, devido a dep\u00f3sitos cumulativos pr\u00e9vios de sedimenta\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>V\u00e1rios outros locais pelo Egito mostram o impacto do problema de sedimenta\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios templos sobreviventes, tais como Edfu, Luxor e Abidos. [Ver fotografias no Ap\u00eandice A.]<\/p>\n<p>Mesmo encontrando-se muito mais no interior do pa\u00eds e longe do rio Nilo, encontramos outro exemplo em Abidos, onde a antiga e maci\u00e7a estrutura \u2013 chamada Oseirion \u2013 est\u00e1 localizada, ao lado do Templo de Os\u00edris do Novo Reino, constru\u00eddo pelo Rei Seti I (1333 \u2013 1304 AEC) e seu sucessor Rams\u00e9s II. Essa estrutura de Oseirion est\u00e1 localizada muito abaixo da eleva\u00e7\u00e3o do Templo de Os\u00edris do Reino Novo e est\u00e1 parcialmente submersa abaixo do len\u00e7ol fre\u00e1tico. A base da estrutura ausariana \u00e9 cortada a muitos metros abaixo do n\u00edvel atual do len\u00e7ol fre\u00e1tico, o qual aumentou cerca de seis metros (20 p\u00e9s) desde os tempos do Reino Novo.<\/p>\n<p>Queira notar que muitos fara\u00f3s tiveram seus nomes gravados em edif\u00edcios que eles nunca constru\u00edram. Portanto, s\u00f3 porque Seti I inscreveu seu nome em algumas partes do Oseirion, isso n\u00e3o faz dele o construtor de Oseirion.<\/p>\n<p>A enorme diferen\u00e7a de eleva\u00e7\u00e3o entre os Templos Ausariano e Seti, assim como a dram\u00e1tica diferen\u00e7a de estilo entre os dois, sugere a muitos estudiosos que o edif\u00edcio de Oseirion \u00e9 muito mais antigo. [Ver fotografias no Ap\u00eandice A.]<\/p>\n<p>A evid\u00eancia no Oseirionis \u00e9 consistente com a evid\u00eancia em Giz\u00e9 e em outros lugares a respeito da antiguidade superior da civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>2. O Ponto Inicial<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Her\u00f3doto declarou ter sido informado por sacerdotes eg\u00edpcios que o Sol se p\u00f4s duas vezes onde ele agora nasceu, e duas vezes nasceu onde agora se p\u00f4s. A declara\u00e7\u00e3o indica que os antigos eg\u00edpcios contaram sua hist\u00f3ria por mais de um ciclo zodiacal de 25.920 anos.<\/p>\n<p>O ciclo zodiacal de 25.920 anos \u00e9 o resultado da rota\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel da Terra, que n\u00e3o gira de forma exata em rela\u00e7\u00e3o ao seu eixo, mas se parece com um pi\u00e3o ligeiramente fora do centro. [Ver diagramas e explica\u00e7\u00f5es sobre os fundamentos deste fen\u00f4meno no cap\u00edtulo 11.] Este movimento \u00e9 chamado de precess\u00e3o. Como consequ\u00eancia da oscila\u00e7\u00e3o da Terra sobre o seu eixo, o equin\u00f3cio vernal se eleva a cada ano contra um fundo progressivamente gradual das constela\u00e7\u00f5es do zod\u00edaco.<\/p>\n<p>A precess\u00e3o dos equin\u00f3cios, atrav\u00e9s das constela\u00e7\u00f5es, d\u00e1 nomes \u00e0s eras dos doze zod\u00edacos. Leva cerca de 2.160 anos para que o equin\u00f3cio prossiga atrav\u00e9s de um signo do zod\u00edaco. Assim, leva cerca de 25.920 anos para que o equin\u00f3cio da primavera atravesse o circuito completo das constela\u00e7\u00f5es dos doze signos do zod\u00edaco. Esse ciclo completo \u00e9 chamado de Ano Grande\/Completo.<\/p>\n<p>Portanto, a afirma\u00e7\u00e3o de Her\u00f3doto sobre o nascente\/poente do Sol, onde ele agora se p\u00f5e\/nasce, significa que os eg\u00edpcios contaram sua hist\u00f3ria por mais do que um ciclo completo do zod\u00edaco. Os ciclos de precess\u00e3o do equin\u00f3cio foram observados e registrados no Antigo Egito [Ver Astronomia no cap\u00edtulo 11].<\/p>\n<p>Nosso atual ciclo do zod\u00edaco (Ano Grande\/Completo) come\u00e7ou com a Era de L\u00e9o, o Le\u00e3o, da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Era de LE\u00c3O: 10948 \u2013 8788 AEC<br \/>\nEra de C\u00c2NCER: 8787 \u2013 6628 AEC<br \/>\nEra de G\u00caMEOS: 6627 \u2013 4468 AEC<br \/>\nEra de TOURO: 4467 \u2013 2308 AEC<br \/>\nEra de \u00c1RIES: 2307 \u2013 148 AEC<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Antigo Egito se estendeu por um ciclo completo do zod\u00edaco de 25.920 anos, al\u00e9m de um ciclo parcial do zod\u00edaco, entre 10948 AEC e o fim da Era de \u00c1ries, quando o Antigo Egito perdeu sua independ\u00eancia. Assim, a antiguidade do Antigo Egito tem [25.920 + (10.948 \u2013 148)] = 36.720 anos. Reafirmaremos essa antiguidade por outro conjunto de c\u00e1lculos mais tarde.<\/p>\n<p>O fato de a civiliza\u00e7\u00e3o do Antigo Egito ter mais de 36 mil anos \u2013 e, por extens\u00e3o, a vida na Terra ser assim t\u00e3o antiga \u2013 vai contra o estabelecido pelos crist\u00e3os\/ocidentais.<\/p>\n<p>Ambos os sistemas predeterminaram que a vida na Terra tem cerca de cinco mil anos. Como resultado, repetiu-se continuamente que o Fara\u00f3 Mena (c. s\u00e9culo XXXI AEC) tem a fama de ter \u201cunificado\u201d o Egito e de ter iniciado a civiliza\u00e7\u00e3o do Antigo Egito.<\/p>\n<p>Essa repetida afirma\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e infundada sobre o Fara\u00f3 Mena (Menes) ter sido o in\u00edcio da hist\u00f3ria do Antigo Egito \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0s evid\u00eancias. Os escritores gregos e romanos da antiguidade, baseando seus relatos em informa\u00e7\u00f5es recebidas em primeira ou segunda m\u00e3o de fontes eg\u00edpcias, alegaram uma antiguidade muito maior para a civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia do que a que foi estabelecida arbitrariamente pelos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>A cronologia dos antigos fara\u00f3s eg\u00edpcios, desde a \u00e9poca de Mena, veio basicamente de M\u00e2neton no s\u00e9culo III AEC. O trabalho de M\u00e2neton n\u00e3o sobreviveu \u2013 temos apenas os coment\u00e1rios sobre ele feitos por Sextus Africanus [c. 221 EC] e Eus\u00e9bio de Cesareia [c. 264 \u2013 340 EC].<\/p>\n<p>De acordo com Eus\u00e9bio, M\u00e2neton atribuiu grande antiguidade ao Egito fara\u00f4nico, com a idade das antiguidades eg\u00edpcias chegando a 36 mil anos, o que \u00e9 consistente com os relatos de Her\u00f3doto. Isso est\u00e1 de acordo geral com outros relatos e descobertas evidentes, como os de Diodoro da Sic\u00edlia [Diodoro I, 24] e o documento eg\u00edpcio antigo conhecido como Papiro de Turim \u2013 um documento original datado da 17a dinastia [c. 1400 AEC].<\/p>\n<p>As evid\u00eancias f\u00edsicas tamb\u00e9m comprovam essa antiguidade remota do Egito Antigo \u2013 apesar do fato de que muitas evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas desses tempos remotos tenham sido enterradas muito abaixo dos n\u00edveis do len\u00e7ol fre\u00e1tico atual, devido ao fen\u00f4meno de eleva\u00e7\u00e3o do Vale do Nilo [conforme explicado no Ap\u00eandice B com Fotos de apoio]. H\u00e1 evid\u00eancias, em muitos textos, templos e t\u00famulos eg\u00edpcios antigos, que corroboram com os relatos dos escritores gregos e romanos. Por exemplo, templos em todo o Egito fazem refer\u00eancia a terem sido originalmente constru\u00eddos muito antes de sua \u201chist\u00f3ria din\u00e1stica\u201d. Os textos gravados nas criptas do templo de Het-Heru (Hator), em Dandara, indicam claramente que o templo que foi restaurado durante a Era Ptolemaica teve como base desenhos datados do Rei Pepi, da 6\u00aa Dinastia (2400 AEC). Os pr\u00f3prios desenhos s\u00e3o c\u00f3pias de documentos milhares de anos mais antigos (tempo dos Servos de Heru). O texto diz:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong><em>A vener\u00e1vel funda\u00e7\u00e3o em Dandara foi encontrada em escritos anteriores, escrita em um rolo de couro na \u00e9poca dos Servos de Heru (= os reis precedentes de Mena\/Menes), em Men-Nefer (Memphis), em um cofrezinho, na era do senhor das Duas Terras&#8230; Pepi.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o crescente da terra eg\u00edpcia, conforme explicado anteriormente, v\u00e1rios templos eg\u00edpcios antigos precisaram ser elevados \u2013 conforme confirmado por Her\u00f3doto e pela evid\u00eancia f\u00edsica em todo o Egito. Embora alguns templos eg\u00edpcios antigos tenham sido restaurados durante o per\u00edodo greco-romano, todos foram reconstru\u00eddos de acordo com planos, s\u00edmbolos, deidades, figuras, etc. do Egito Antigo, encontrados em numerosos templos e t\u00famulos em todo o pa\u00eds \u2013 muito antes da era greco-romana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3. A Era De Le\u00e3o E A Esfinge\u00a0<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Nosso ciclo do zod\u00edaco atual come\u00e7ou com a Era de Le\u00e3o [10948 \u2013 8788 AEC], e \u00e9 representado pela Grande Esfinge de Giz\u00e9, com uma cabe\u00e7a humana e o corpo de um le\u00e3o. Tanto as evid\u00eancias hist\u00f3ricas quanto as f\u00edsicas no local da Esfinge d\u00e3o ind\u00edcios sobre sua idade remota, apesar da no\u00e7\u00e3o comum (mas sem fundamento) de que a Esfinge foi constru\u00edda entre 2520 \u2013 2494 AEC, durante o reinado de Qu\u00e9fren (Chephren).<\/p>\n<p>Her\u00f3doto, que escreveu em detalhes sobre as pir\u00e2mides de Giz\u00e9 e os fara\u00f3s construtores (incluindo Qu\u00e9fren), nunca atribuiu a constru\u00e7\u00e3o da Esfinge a Qu\u00e9fren. Outros escritores da antiguidade que escreveram sobre a Esfinge nunca a atribu\u00edram a nenhum fara\u00f3 em particular.<\/p>\n<p>Uma poderosa evid\u00eancia f\u00edsica sobre a antiguidade da Grande Esfinge \u00e9 a antiga estela eg\u00edpcia comumente conhecida como \u201cEstela do Invent\u00e1rio\u201d, que foi encontrada em Giz\u00e9, no s\u00e9culo XIX. Essa estela descreve os eventos durante o reinado de Khufu [Qu\u00e9ops 2551 \u2013 2528 AEC], o antecessor de Qu\u00e9fren, e indica que Khufu ordenou a constru\u00e7\u00e3o de um monumento ao lado da Esfinge. Isso significa que a Esfinge j\u00e1 estava l\u00e1 antes do tempo de Khufu e que, portanto, n\u00e3o poderia ter sido constru\u00edda por seu sucessor, Qu\u00e9fren [2520 \u2013 2494 AEC].<\/p>\n<p>Uma vez que a \u201cEstela do Invent\u00e1rio\u201d contradiz as afirma\u00e7\u00f5es anteriores dos acad\u00eamicos ocidentais sobre Qu\u00e9fren ser o construtor da Esfinge, descartaram ent\u00e3o a estela, sob a alega\u00e7\u00e3o de que seus tra\u00e7os estil\u00edsticos pareciam ser do Reino Novo [1550 \u2013 1070 AEC]. Isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para descart\u00e1-la, uma vez que existem numerosas estelas e textos do Reino Antigo [2575 \u2013 250 AEC] que foram posteriormente copiados no Reino Novo e ningu\u00e9m descartou sua autenticidade. Documentos antigos s\u00e3o copiados o tempo todo, em todos os lugares, como uma forma de manter o conhecimento para as futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante a clareza do texto da estela do invent\u00e1rio sobre a Esfinge j\u00e1 estar l\u00e1 quando Khufu construiu a Grande Pir\u00e2mide, alguns insistem em Qu\u00e9fren como tendo sido o construtor da Esfinge, com base em duas premissas altamente question\u00e1veis:<\/p>\n<ol>\n<li>Uma estela que foi atribu\u00edda ao Fara\u00f3 Twt Homosis (Tutm\u00f3sis) IV [1413 \u2013 1405 AEC], que foi colocada entre as patas da Esfinge. \u00c9 um texto longo, e alguns afirmam que o nome de Qu\u00e9fren (Chepren) aparece nele, embora o texto em torno do referido nome seja ileg\u00edvel. \u00c9 basicamente uma tentativa desesperada de inserir o nome de Qu\u00e9fren na obra da Esfinge.<\/li>\n<li>H\u00e1 um passadi\u00e7o entre o Templo da Pir\u00e2mide de Qu\u00e9fren e o Templo do Vale, com aproximadamente 500 m [1650 p\u00e9s] de comprimento.\u00a0Embora n\u00e3o existam inscri\u00e7\u00f5es na Esfinge ou nesse templo, a academia ocidental afirmou que a presen\u00e7a do passadi\u00e7o \u00e9 prova suficiente de algum tipo de conex\u00e3o com Qu\u00e9fren.<\/li>\n<li>Escava\u00e7\u00f5es posteriores encontraram uma s\u00e9rie de est\u00e1tuas nesse templo, que diziam se \u201cassemelhar\u201d \u00e0s principais caracter\u00edsticas da Esfinge. No entanto, quando os perfis de rosto das est\u00e1tuas foram sobrepostos ao perfil do rosto da Esfinge, n\u00e3o houve qualquer correspond\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Mesmo se aceitarmos essas falsas premissas de um nome em uma estela ou de est\u00e1tuas n\u00e3o relacionadas, ou ainda a presen\u00e7a do passadi\u00e7o, na melhor das hip\u00f3teses chegaremos \u00e0 conclus\u00e3o de que Qu\u00e9fren pode ter sido o \u00faltimo fara\u00f3 a restaurar a Esfinge antes de Twt Homosis IV \u2013 mais de mil anos ap\u00f3s o tempo de Qu\u00e9fren.<\/p>\n<p>A evid\u00eancia f\u00edsica no local da Esfinge sustenta sua antiguidade, como pertencente \u00e0 Era do Zod\u00edaco de Le\u00e3o.<\/p>\n<p>O local original onde a Esfinge est\u00e1 localizada era um plano suavemente inclinado com um afloramento de rocha mais dura. As principais caracter\u00edsticas da Esfinge s\u00e3o constitu\u00eddas por diferentes condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas, da seguinte forma:<\/p>\n<ol>\n<li>A cabe\u00e7a da Esfinge foi constitu\u00edda desse afloramento de estratos r\u00edgidos, que \u00e9 resistente aos efeitos dos elementos naturais.<\/li>\n<li>O corpo da Esfinge foi formado extraindo-se toda a pedra do entorno do corpo a ser criado. O corpo da Esfinge foi feito de um estrato de calc\u00e1rio mais macio, que por sua vez consiste em camadas alternadas mais resistentes e mais suaves. Essas camadas alternadas s\u00e3o vis\u00edveis no local como ondula\u00e7\u00e3o erodida, tendo cerca de meio metro de profundidade na base.<\/li>\n<li>A base da Esfinge, assim como o fundo do local original da pedreira, s\u00e3o feitos de uma pedra calc\u00e1ria mais dura, que \u00e9 resistente aos efeitos dos elementos naturais.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma vez que o corpo da Esfinge est\u00e1 localizado em uma cavidade, leva menos de 20 anos para preench\u00ea-lo e cobrir o corpo totalmente. Com exce\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo passado, a Esfinge esteve coberta por areia desde o momento em que foi criada h\u00e1 milhares de anos. Portanto, a Esfinge ficou protegida contra a exposi\u00e7\u00e3o ao vento e \u00e0 areia. No entanto, h\u00e1 uma eros\u00e3o suave de meio metro de profundidade na parede da cavidade escavada (em torno do corpo da Esfinge), com padr\u00f5es de eros\u00e3o id\u00eanticos aos do corpo da Esfinge. Obviamente, tanto a face da rocha como a Esfinge foram esculpidas antes que essa intemp\u00e9rie severa tivesse acontecido.<\/p>\n<p>Muitos acad\u00eamicos se resignaram com o fato de que a eros\u00e3o no corpo da Esfinge foi causada por efeitos da \u00e1gua. A quest\u00e3o \u00e9: que \u00e1gua causou esse padr\u00e3o peculiar de eros\u00e3o? A hip\u00f3tese de \u00e1gua subterr\u00e2nea ter causado tal eros\u00e3o deve ser descartada, uma vez que se estima que, no tempo de Qu\u00e9fren [252 \u2013 2494 AEC], o len\u00e7ol fre\u00e1tico estava 9 m [30 p\u00e9s] abaixo de seu n\u00edvel atual. Em outras palavras, \u00e9 imposs\u00edvel que as \u00e1guas subterr\u00e2neas tenham causado a eros\u00e3o de canais de meio metro de profundidade no corpo da Esfinge e nas paredes do po\u00e7o da pedreira.<\/p>\n<p>Conforme explicado no in\u00edcio deste cap\u00edtulo, ao longo de milhares de anos, a inunda\u00e7\u00e3o do Nilo depositou gradualmente um sedimento adicional no solo do Vale. Sempre que o solo sobe, o mesmo acontece com o len\u00e7ol fre\u00e1tico. As evid\u00eancias s\u00e3o, portanto, irresist\u00edveis contra a teoria das \u00e1guas subterr\u00e2neas como a causa da eros\u00e3o no local da Esfinge. N\u00e3o h\u00e1 outra resposta racional, exceto que a eros\u00e3o da \u00e1gua ocorreu no final da \u00faltima Era do Gelo [c. 15 mil \u2013 10 mil AEC]. Ge\u00f3logos concordam que o Egito esteve sujeito a inunda\u00e7\u00f5es severas no final da \u00faltima Era do Gelo.<\/p>\n<p>Outra evid\u00eancia poderosa sobre a antiguidade da Esfinge \u00e9 a recente revela\u00e7\u00e3o de um furo em frente ao templo arruinado da Esfinge (localizado em frente \u00e0 Esfinge e fechado ao p\u00fablico), que revelou a presen\u00e7a de granito vermelho a uma profundidade de 16,5 m [54 p\u00e9s]. O granito n\u00e3o \u00e9 nativo do norte do Egito e somente poderia ter vindo de Assu\u00e3o \u2013 mais de 1600 km [mil milhas] ao sul. A presen\u00e7a de granito, a tal profundidade, \u00e9 uma prova adicional de atividades de constru\u00e7\u00e3o muito anteriores a 3000 AEC \u2013 quando a eleva\u00e7\u00e3o do solo estava 16,5 m [54 p\u00e9s] abaixo dos tempos atuais.<\/p>\n<p>Concluindo, a esmagadora evid\u00eancia f\u00edsica e hist\u00f3rica, conforme detalhado acima, nos leva \u00e0 conclus\u00e3o racional de que Qu\u00e9fren n\u00e3o construiu nem poderia ter constru\u00eddo a Esfinge \u2013 mas foi um dos muitos que a restaurou. Naturalmente, os antigos monumentos eg\u00edpcios precisavam ser restaurados passadas algumas d\u00e9cadas\/s\u00e9culos. A evid\u00eancia na Esfinge de Giz\u00e9 mostra que ela \u00e9 a antiga marca eg\u00edpcia da era do zod\u00edaco de L\u00e9o, o Le\u00e3o \u2013 cerca de 13 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>V\u00e1rias fotografias em apoio do texto deste subcap\u00edtulo encontram-se no Ap\u00eandice B deste livro. As fotografias mostrar\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 Esfinge \u2013 O local original onde a Esfinge est\u00e1 localizada era um plano suavemente inclinado com um afloramento de rocha mais dura.<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 cabe\u00e7a da Esfinge<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 base r\u00edgida do po\u00e7o da Esfinge<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 eros\u00e3o no corpo<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 eros\u00e3o nas paredes do po\u00e7o da Esfinge<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 padr\u00f5es de eros\u00e3o no corpo e cavidade<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 prote\u00e7\u00e3o natural contra vento e areia<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 in\u00edcio do s\u00e9culo XIX<br \/>\n\u2013 Esfinge \u2013 padr\u00f5es de eros\u00e3o semelhantes aos encontrados no corpo da Esfinge, situados no Templo da Pir\u00e2mide de Qu\u00e9fren, 46 m (150 p\u00e9s) acima do planalto. Definitivamente, n\u00e3o havia \u00e1gua subterr\u00e2nea no caso deste templo. Ent\u00e3o, como explicar o padr\u00e3o de eros\u00e3o semelhante? N\u00e3o h\u00e1 outra resposta racional, exceto que a eros\u00e3o da \u00e1gua ocorreu no final da \u00faltima Era do Gelo, cerca de 15 mil \u2013 10 mil AEC.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_3705-300x199.jpg\" alt=\"IMG_3705\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_1841-300x200.jpg\" alt=\"IMG_1841\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_1868-300x200.jpg\" alt=\"IMG_1868\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/AE-13-pg-045-Sphinx-300x262.jpg\" alt=\"AE-13 PG 045 Sphinx\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IMG_1732-300x200.jpg\" alt=\"IMG_1732\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">[Um trecho <span style=\"color: #0000ff;\">A Cultura do Antigo Egito Revelada,\u00a0Segunda Edi\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0por Moustafa Gadalla]<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/product\/a-cultura-do-antigo-egito-revelada\/<\/strong><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/egypt-tehuti.org\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/4-e1514402417574-225x338.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/product\/a-cultura-do-antigo-egito-revelada\/<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Idade Remota Incr\u00edvel Real Do Egito Antigo &nbsp; 1.\u00a0O Vale Do Amanhecer O Egito \u00e9 (e era) uma das regi\u00f5es mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-24034","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24034","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24034"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24034\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/egyptianwisdomcenter.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}